A Meta está preparando o Muse para assumir o posto de principal assistente de inteligência artificial dos Ray-Ban Meta. O agente, que ainda está em testes beta, poderá substituir a Meta AI como assistente padrão dos óculos e executar tarefas com várias etapas de forma autônoma. A novidade foi revelada pela engenheira reversa Jane Manchun Wong em uma publicação no X, com imagens das telas de configuração do aplicativo.
Segundo as telas vazadas, o usuário poderá escolher o Muse como assistente padrão dos dispositivos vestíveis e voltar para a Meta AI convencional pelas configurações do aplicativo. O Muse é identificado internamente pelo codinome “Impacc” e foi apresentado por Mark Zuckerberg durante a palestra de abertura do Meta Connect 2026.
A lista de funções em testes inclui navegação curva a curva (turn-by-turn), Live AI e integração com serviços de localização. Na área de saúde e exercícios, o Muse terá suporte ao Strava e ao Health Connect, com possibilidade de consultar dados e acompanhar atividades por comandos de voz. A integração com o Shazam também permitirá identificar músicas captadas pelos óculos.
Outro recurso em desenvolvimento é o Meta Pay for Muse, uma carteira para o agente de IA. A ferramenta terá suporte ao Meta Pay, Stripe Link e Shop Pay e poderá realizar transações em nome do usuário. As imagens da interface também mostram controles de segurança, com diferentes níveis de permissão, incluindo acesso somente para leitura ou leitura e escrita. Por padrão, o assistente deverá pedir autorização antes de concluir ações financeiras que precisem de revisão. A Meta ainda não confirmou quando os pagamentos pelo Muse estarão disponíveis.
A empresa também explora novos modelos de óculos sem câmera, focados em interações por voz com o ambiente. A ideia é ampliar o uso dos dispositivos sem depender de uma tela ou do celular para cada tarefa.
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Muse pode deixar os óculos mais independentes
Hoje, os Ray-Ban Meta dependem do celular para várias funções, como chamadas, reprodução de conteúdo e algumas interações com a Meta AI. Com o Muse, a Meta quer que os óculos consigam resolver mais tarefas sozinhos, a partir de um único comando de voz.
O agente poderá combinar informações captadas pelos óculos com dados de localização e serviços de terceiros para realizar ações que hoje exigem mais etapas ou a interação com o celular. A proposta é fazer com que o usuário consiga, por exemplo, pedir uma orientação, consultar informações ou acompanhar uma atividade física sem precisar pegar o telefone.
O Muse ainda está em fase de testes, e a Meta pode mudar ou retirar funções antes do lançamento. A empresa também não confirmou quando o novo assistente poderá substituir a Meta AI nos óculos.
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