O Magazine Luiza entrou no mercado de delivery de comida nesta quarta-feira (2) com o lançamento do Magalu Delivery. Integrado ao aplicativo da varejista, o serviço começa a operar em mais de 400 cidades de Minas Gerais, Paraná e São Paulo e poderá alcançar 1.170 municípios do interior com a integração de plataformas regionais.
A operação utiliza a tecnologia e a estrutura do aiqfome, aplicativo de delivery adquirido pelo Magalu em 2020. Além de refeições, o novo serviço permite pedidos de supermercado, farmácia e itens de conveniência, com previsão de entregas em até 60 minutos.
A entrada coloca o Magalu em disputa direta com o iFood, que ainda domina o mercado brasileiro de entrega de refeições. A empresa pretende aproveitar a audiência já existente em seu aplicativo para aumentar a frequência de uso da plataforma.
Magalu usa aiqfome para entrar no delivery
O Magalu Delivery foi desenvolvido a partir da infraestrutura do aiqfome, que continuará funcionando separadamente. O consumidor terá, portanto, dois canais para fazer pedidos, sendo um deles integrado ao aplicativo principal do Magazine Luiza.
Segundo dados divulgados pelo Magalu, o aplicativo da varejista possui mais de 50 milhões de usuários ativos mensais. A estratégia é transformar parte dessa audiência em consumidores recorrentes de delivery, aproveitando que o cliente já tem o aplicativo instalado.
A lógica também muda a frequência esperada de compras. Segundo Igor Remigio, CEO do aiqfome, um usuário ativo do Magalu realiza cerca de três pedidos por ano, enquanto consumidores de plataformas de delivery fazem aproximadamente 3,5 pedidos por mês.
A ferramenta também amplia o catálogo disponível no aplicativo do Magalu. Além dos produtos vendidos tradicionalmente pela varejista, o consumidor passa a encontrar restaurantes e estabelecimentos locais na mesma plataforma.
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Serviço começa pelo interior
A expansão inicial ocorre em cidades de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, regiões nas quais o aiqfome já possui operação consolidada. O aplicativo está presente em mais de 500 municípios do interior brasileiro.
A estratégia evita começar pelas capitais e grandes centros, onde a competição entre plataformas de delivery já é mais intensa.
Atualmente, o novo serviço reúne cerca de 23 mil restaurantes, segundo a publicação. A oferta pode crescer com a integração de outras plataformas regionais ao sistema desenvolvido pelo aiqfome.
Coalizão pode levar serviço a 1.170 cidades
Para ampliar o alcance do Magalu Delivery, o aiqfome criou um integrador que funciona como um hub para restaurantes. O comerciante consegue administrar cardápio, preços, disponibilidade e pedidos de diferentes plataformas em uma única ferramenta.
Além do aiqfome, a estrutura reúne Plus Delivery, Quero Delivery, Uai Rango, pede.ai, Aiboo, Qfome, Pedidos10 e Amo Ofertas. Juntas, as nove plataformas alcançam 1.170 cidades e possuem 55 mil estabelecimentos ativos, segundo o Magalu.
Esse modelo permite que o Magalu tenha acesso a restaurantes de regiões nas quais o aiqfome não possui operação direta. Na prática, a varejista amplia a área potencial do serviço utilizando relações comerciais e estruturas de entrega que já existem no interior.
O aiqfome também mantém seu modelo de operação com parceiros locais. A maioria das entregas é realizada pelos próprios estabelecimentos, enquanto o serviço aiqentrega concentra uma parcela menor das corridas.
Disputa envolve iFood, 99 e Keeta
O Magalu chega a um mercado que ganhou novos concorrentes nos últimos anos. Além do iFood, plataformas como 99Food e Keeta, da chinesa Meituan, também ampliaram seus investimentos no segmento brasileiro.
A diferença da estratégia do Magalu está na estrutura já existente. A companhia possui quase mais de 1,2 mil lojas físicas e uma base de mais de 50 milhões de usuários ativos mensais no aplicativo, enquanto o aiqfome traz experiência operacional acumulada no mercado de delivery do interior.
O lançamento também atende a um objetivo específico da varejista: aumentar o número de vezes que o consumidor acessa e compra pelo aplicativo. Pedidos de comida, mercado e farmácia podem gerar interações mais frequentes do que categorias tradicionais do varejo, como eletrônicos e eletrodomésticos.
A expansão será progressiva. O Magalu pretende usar a integração entre seus próprios canais e as plataformas regionais para levar o serviço a mais municípios sem precisar construir uma operação de delivery do zero em cada cidade.
Confira também a parceria entre Magalu e Mercado Livre, firmada nessa quarta-feira (2).
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