A Apple liberou nesta segunda-feira (24) o Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência para iPhones no Brasil. O recurso permite que atendentes do 190 recebam imagens em tempo real de quem faz a ligação, direto da câmera do aparelho, durante uma ocorrência policial.
A funcionalidade já existia nos Estados Unidos desde o lançamento do iOS 18, em 2024.
A chegada ao país vem de uma parceria entre a Apple e a RapidSOS, empresa americana especializada em conectar dados de dispositivos móveis a centrais de emergência.
Como funciona o compartilhamento de câmera
O processo não parte do usuário. Durante a chamada para o 190, cabe ao atendente avaliar se as imagens ajudariam a entender a situação e enviar um pedido de compartilhamento ao iPhone de quem ligou.
A pessoa recebe um aviso na tela com três opções:
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"Compartilhar": ativa a câmera traseira ou frontal e inicia a transmissão ao vivo;
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"Escolher": permite enviar fotos ou vídeos já salvos na galeria do aparelho;
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"Agora Não": recusa o pedido.
A transmissão pode ser pausada ou interrompida pelo usuário a qualquer momento. Segundo a Apple, o tráfego de dados é criptografado por padrão, embora os serviços de emergência possam manter uma cópia do material recebido.
O recurso funciona em iPhone 14 ou modelos mais recentes. Não é necessário ativar nada com antecedência, já que o compartilhamento só é acionado se o atendente solicitar as imagens durante uma chamada real.
Como deixar o SOS de Emergência configurado
Para preparar o aparelho antes de uma emergência, o caminho é acessar Ajustes, depois SOS de Emergência. Dali, dá para ativar a opção "Pressionar 5 Vezes para Ligar", que inicia uma contagem regressiva e aciona a chamada automaticamente.
Outra forma de ligar rapidamente é manter pressionados o botão lateral e um dos botões de volume ao mesmo tempo. Nenhuma dessas configurações libera o vídeo por conta própria, esse envio depende sempre da solicitação do atendente durante a ligação.
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Diferença em relação ao SOS via satélite
O novo recurso não deve ser confundido com o SOS de Emergência via satélite, pensado para pedir socorro em áreas sem sinal de celular ou Wi-Fi. Essa outra ferramenta segue indisponível no Brasil, já que depende de acordos regulatórios com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que a Apple ainda não fechou.
O Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência, por sua vez, trafega pela rede de dados móveis da operadora ou por uma conexão Wi-Fi ativa durante uma ligação de emergência tradicional. Por isso, pôde ser ativado sem essa barreira regulatória.
Adoção varia de cidade para cidade
Do lado das autoridades, a operação depende dos módulos do sistema UNITE, da RapidSOS, responsáveis por processar as imagens e exibi-las nos Centros de Comunicação de Emergência. Cada Centro de Operações da Polícia Militar (Cecopom) precisa aderir à tecnologia para que o recurso funcione na prática.
A adoção, portanto, deve acontecer de forma gradual, variando de estado para estado conforme as centrais integrem os painéis de recebimento de vídeo aos próprios sistemas. A RapidSOS afirma que a ferramenta já está incorporada sem custo adicional às centrais que utilizam sua plataforma, mas isso não garante ativação imediata em todo o território.
A empresa opera no Brasil desde 2023, quando forneceu a infraestrutura para a integração entre o aplicativo da Uber e o 190 no Rio de Janeiro. Naquela parceria, dados de viagens, placa do veículo e localização do motorista passaram a ser enviados à central policial em caso de acionamento pelo app.
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