Os eVTOLs, mais conhecidos como “carros voadores”, poderão compartilhar a infraestrutura aérea usada por helicópteros em cidades. À medida que a frota crescer, porém, a Eve, do grupo Embraer, prevê que as cidades precisarão de uma coordenação mais eficiente — e prepara um software de gestão de tráfego para atender a essa demanda.
Em entrevista ao Canaltech durante o Rio Innovation Week 2026, o VP de Serviços ao Cliente da Eve, Luiz Mauad, explicou que o tamanho e o peso do modelo se aproximam dos de um helicóptero médio. Isso permitiria aproveitar estruturas existentes, desde que os pontos sejam eletrificados.
“Quando a gente tiver um, dois, três veículos, a gente pode usar as mesmas operações que os helicópteros já fazem, com segurança”, afirmou Mauad.
Acompanhe o Canaltech no Rio Innovation Week:
- IA reduz resposta a incidentes de horas para segundos, diz diretor da Globo
- Startups brasileiras de IA miram em problemas locais para ganhar espaço, diz AWS
- Proibir IA no trabalho pode levar a usos mais inseguros, diz COO da RecargaPay
- Criptografia pós-quântica precisa entrar no radar de empresas, alerta professor
Aumento do tráfego aéreo
O cenário, por outro lado, mudaria com o crescimento da frota. “Quando a densidade de aeronaves aumentar, nós visualizamos que vai precisar de uma coordenação mais eficiente”, disse o executivo.
Para acompanhar essa expansão, a empresa trabalha em um software para administrar o tráfego de baixa altitude com base na experiência do Grupo Embraer em sistemas de controle do espaço aéreo. A plataforma é conhecida como Vector.
O plano é fornecer a ferramenta a empresas ou órgãos responsáveis pelo controle e pela segurança das operações. No entanto, ainda não há previsão para o lançamento da plataforma.
Mais de 50 voos de teste
O desenvolvimento do eVTOL entrou na etapa de ensaios após uma sequência iniciada com os primeiros desenhos, em 2023, e a integração dos sistemas, em 2024. O executivo afirma que o protótipo está em uma campanha de testes voltada à certificação e já completou mais de 50 voos.
Os primeiros ensaios foram realizados em voo pairado, quando a aeronave permanece suspensa e a empresa pode avaliar diferentes movimentos.
Agora, a Eve iniciou a transição para o voo à frente. Essa é a passagem para a etapa em que o eVTOL voará de forma semelhante a um avião, descrita pelo vice-presidente da Eve como o próximo grande marco do projeto.
Com base na experiência com outras aeronaves certificadas, Mauad estima que uma campanha de ensaios leve até dois anos. “O nosso objetivo é fazer a certificação e as primeiras entregas da aeronave em 2028”, diz.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}
