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Starlink no celular: entenda como funciona a tecnologia de Elon Musk

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O CNN Tech desta quarta-feira (05) explicou como funciona a tecnologia Direct-to-Cell, sistema que promete conectar celulares diretamente a satélites sem depender das tradicionais torres de telefonia.

O apresentador do Canaltech, Adriano Ponte, explicou que a novidade já está em operação em alguns mercados e pode começar a chegar ao Brasil como uma rede complementar de conectividade.

Durante a participação no programa, Ponte destacou que a tecnologia não substitui imediatamente as redes móveis atuais, mas pode servir como uma alternativa importante em regiões sem cobertura terrestre ou em situações de emergência.

Como funciona o Direct-to-Cell?

Segundo Ponte, atualmente os celulares se conectam a uma rede formada por torres de transmissão espalhadas pelo território. O próprio nome "cell phone" faz referência a esse funcionamento, já que o aparelho alterna automaticamente entre diferentes células de sinal conforme o usuário se desloca.

É por isso que o sinal costuma desaparecer em locais como estacionamentos subterrâneos, túneis ou áreas muito afastadas, onde não existem antenas próximas.

Com o Direct-to-Cell, o princípio muda. Em vez de depender exclusivamente das torres, alguns satélites em órbita baixa conseguem atuar como se fossem antenas de telefonia, permitindo que celulares compatíveis recebam sinal diretamente do espaço.

Não é qualquer satélite

Durante a explicação, Ponte fez questão de esclarecer uma confusão comum sobre o funcionamento da tecnologia.

Muitas pessoas imaginam que o celular conversa diretamente com satélites geoestacionários, posicionados a cerca de 36 mil quilômetros da Terra. Segundo ele, isso não acontece porque essa distância gera uma latência muito elevada para serviços de telefonia móvel.

No caso do Direct-to-Cell, são utilizados satélites de órbita baixa, posicionados a aproximadamente 500 quilômetros de altitude. Como ficam muito mais próximos do planeta, conseguem reduzir o tempo de resposta e estabelecer comunicação direta com dispositivos móveis.

Por outro lado, essa proximidade exige que os satélites se desloquem em alta velocidade para manter a órbita, motivo pelo qual constelações como a Starlink contam com milhares de unidades operando simultaneamente.

Tecnologia ainda terá limitações

Apesar do potencial, Ponte ressaltou que o Direct-to-Cell não oferecerá, pelo menos neste primeiro momento, a mesma experiência das redes móveis tradicionais.

Segundo ele, a tecnologia deve funcionar inicialmente como uma rede de apoio, transmitindo apenas pequenas quantidades de dados. O objetivo é garantir conectividade quando não houver nenhuma torre disponível, principalmente para mensagens e serviços de emergência.

Além disso, trata-se de satélites desenvolvidos especificamente para esse tipo de comunicação e não de uma adaptação dos sistemas tradicionais de internet via satélite.

Brasil aguarda autorização regulatória

A infraestrutura necessária já está posicionada sobre o território brasileiro. No entanto, a tecnologia ainda depende de um aval regulatório para começar a operar oficialmente no país.

Quando liberado, o Direct-to-Cell deverá funcionar como uma camada adicional de conectividade, oferecendo cobertura em locais onde as redes convencionais não conseguem chegar, sem alterar o funcionamento normal das operadoras de telefonia.

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