Existem diferentes níveis de imersão em games devido à variedade de monitores disponíveis no mercado. Eu já experimentei modelos com tela curva de 37 polegadas e VA e um monstro de 57 polegadas com tecnologia Mini LED. Agora chegou a vez de ver como o OLED se comporta nesse tipo de tela com o Samsung Odyssey G9, um monitor de 49 polegadas que proporciona muita imersão em games e aumento de produtividade.
Depois de um mês usando o gigante Acer Predator Z57, grande o suficiente para quase abraçar o usuário na mesa, passei um tempo com o Samsung Odyssey G9. Aqui, eu trago minhas impressões com esse monitor, mas é inevitável a comparação com o outro modelo (que não é rival direto), já que, coincidentemente, ambos chegaram um depois do outro e focam em painel curvo.
Prós
- Design fino e elegante
- Tela OLED de alta velocidade
- Antirreflexo muito eficiente
- Apesar de grande, não ocupa toda a mesa
- Preço competitivo para a categoria
Contras
- Fonte externa gigante
- Falta calibração melhor nas cores do OLED
- Escurecimento automático da tela pode atrapalhar
Design e construção
O Samsung Odyssey G9 vem na cor prata, como muitos monitores da fabricante, e tem um design enxuto, elegante e muito fino, num nível que impressiona. Isso é possível já que sua fonte é externa (entre outros motivos) e não é uma qualquer: é um trambolho retangular gigante, maior do que uma fonte de um notebook gamer com uma GeForce RTX 5080, por exemplo. Nas minhas fotos, fiz questão de deixá-la em cima da mesa para você ter uma ideia.
A base do monitor segue um design já conhecido da Samsung, como o presente no monitor 3D da marca, entre outros. Ele é grande, já que precisa sustentar uma tela bastante comprida com quase 1,20 m. Mesmo sendo um monitor enxuto no design, ele não é nada leve, pesando 12,6 kg.
Por ser um monitor curvo enorme, o Odyssey G9 oferece ajustes simples. É possível alterar a altura da tela e a inclinação somente. Lembra que falei que a comparação com o Acer Predator Z57 seria inevitável? Então, ele, mesmo sendo consideravelmente maior, ainda permite ajuste de rotação em um nível que muitos monitores tradicionais não entregam, mesmo exigindo um espaço absurdo para girar uma tela daquele tamanho.
Tela e qualidade de imagem
Aqui entra o maior destaque do Odyssey G9. Por mais que eu tenha tido um nível de imersão sem igual com o monitor da Acer, a qualidade da imagem deixava a desejar por conta da mistura de VA com Mini LED em zonas escuras. No modelo da Samsung, isso não é um problema, já que temos OLED, o melhor painel hoje (embora QD-OLED ainda vá um passo além). Apesar de ser muito superior, existe um probleminha.
O Odyssey G9 tem o design mais enxuto e bonito que já vi em um monitor curvo - Raphael Giannotti
Eu tenho testado diferentes telas, seja em monitores para PCs de mesa, ou ainda em notebooks high-end. Por isso, tenho uma base de comparação considerável e devo dizer que os ajustes da Samsung não me convenceram. Mesmo com HDR10+, as cores não são tão vivas como em outras telas com OLED, como o Dell XPS 13 de 2025, por exemplo.
Em geral, a imagem é bonita, claro. Afinal, junto do painel OLED, temos a resolução Dual QuadHD (5120x1440) na proporção 32:9 (super ultrawide), que é uma grande quantidade de pixels na tela, com densidade de pixels por polegada de 110 (PPI), o que acaba gerando um alto nível de nitidez. Isso não só é muito bem-vindo em jogos, mas também para trabalhar, já que você não verá caracteres e ícones serrilhados, muito importante se seu foco primário é profissional. E falando nisso, esse tamanho de tela permite deixar, pelo menos, quatro janelas de bom tamanho abertas, o que é ótimo para a produtividade.
O Odyssey G9 tem uma funcionalidade interessante. Após 10 minutos sem nada se mexer na tela, ela apaga (não totalmente) para economizar energia, mas existe um problema (pelo menos em meu uso). Como costumo usar quase tudo em modo escuro, incluindo o Bloco de Notas do Windows 11, onde sempre faço meus rascunhos (viva o auto-save), a tela não reconhece a movimentação dos caracteres enquanto escrevo e escurece, sendo necessário mover algo maior na tela para o brilho voltar. Confesso que isso me irritou um pouco, já que passei semanas com isso acontecendo e não existe uma forma de configurar essa função.
Fechando essa seção da tela, preciso elogiar a película antirreflexo que a Samsung colocou aqui. Eu trabalho de frente para uma janela (que fica a mais de 5 metros de distância), então posso adiantar que muitas telas falharam nesse teste, principalmente os OLED, mas esse não é o caso do Odyssey G9. Na verdade, é o melhor antirreflexo que já vi; não atrapalhou nem mesmo na hora de jogar um game escuro de dia.
Especificações técnicas do Samsung Odyssey G9
Tela
- Tamanho: 49 polegadas
- Tipo de Painel: OLED, curvo (1800R)
- Resolução: 5120 x 1440 (DQHD)
- Proporção de Tela: 32:9
- Revestimento da Tela: Antirreflexo (fosco)
Desempenho
- Taxa de Atualização: 240 Hz
- Tempo de Resposta: 0,03 ms (GTG)
- Contraste: 1,000,000:1
- Brilho: 250 cd/m²
- Tecnologia de Sincronização: AMD FreeSync Premium e NVIDIA G-Sync
Cor e imagem
- Gama de Cores: CDI-P3 99%
- Profundidade de Cor: 1 bilhão de cores
- Suporte a HDR: HDR10
Conectividade
- Portas de Vídeo: 1 x DisplayPort 1.4 e 2 x HDMI 2.1
- Portas USB: Tipo-C 3.2 Gen 1
- Conector de energia
- Conector de fone de ouvido
Recursos e informações adicionais
- Proteção Ocular: Sim
- Ajustes Ergonômicos: Altura, inclinação
- Picture in Picture: Sim (e PBP)
- Montagem VESA: Compatível com 100 mm x 100 mm
- Black Equalizer: Sim
- Alto-falantes: Não
- Consumo de energia: 200W (máximo)
Dimensões e peso
- Dimensões com Suporte: 119,4 cm de largura x 28,4 cm de profundidade x 52,9 mm de altura
- Peso com base: 12,9 kg
- Peso sem base: 9,2 kg
Usabilidade e compatibilidade
Na minha review do Acer Predator Z57, eu deixei bem claro que montar uma tela daquele tamanho, sozinho, era quase um tormento. Cheguei até a machucar minha lombar. O Odyssey G9 é menor e mais leve, mas nem tanto assim. Como qualquer monitor, basta pegar a base e encaixar na traseira que já está tudo pronto, o problema mesmo é tirá-lo da caixa e colocá-lo na mesa. Essa é a desvantagem desses monitores gigantes.
OLED é sempre incrível, mas eu já vi ajustes melhores em outros painéis - Raphael Giannotti
Como acontece em diferentes modelos, a Samsung coloca o controlador do menu da tela na parte traseira, o que acaba dificultando na hora de mudar configurações. Muitos monitores deixam esse controle logo abaixo da tela, às vezes abaixo da logo da marca, facilitando o acesso. Acho que está na hora de rever essa questão.
:quality(85)/f90438e9-082f-4e91-a77e-5e8292a2932c.png)
Em relação à compatibilidade, isso é algo que adicionei para os monitores super ultrawide. A proporção 32:9 não é, nem de longe, algo popular. Ainda vemos o 21:9 tendo problemas de compatibilidade com jogos, e essa questão é pior nessa proporção maior. Muitos títulos modernos já oferecem suporte, mas mesmo nesses que funcionam, nem tudo é mil maravilhas.
A esmagadora maioria não tem cutscenes em 32:9, já que eles reduzem para 21:9 (ou até mesmo 16:9, dependendo do jogo), algo que já quebra a imersão. Elementos de HUD nem sempre estão na melhor posição da tela gigante. E, o pior para mim, imagem esticada nos cantos da tela.
:quality(85)/fa73207e-37f0-4d17-8643-8dc9553bf28d.png)
Notei isso em diferentes jogos, Forza Horizon 6, que até cheguei a ilustrar na review do Acer, mas vi esse problema o tempo todo em Rocket League, o único game online que jogo, que fica com uma distorção considerável no carro se olharmos para ele no canto da tela em relação ao centro da tela. Isso não acontece em 16:9 e é um problema em qualquer monitor 32:9. No fim das contas, mesmo nos jogos que suportam essa proporção de tela, ainda existe algum problema.
Concorrentes
No Brasil, existem dois modelos do Samsung Odyssey G9. Um deles tem alto-falantes embutido e custa próximo de R$ 10.000 - e não foi esse o que eu recebi. O outro, que usei para esta análise, não dispõe de alto-falantes e sai na faixa dos R$ 8.100 (para efeito de curiosidade, quase R$ 10.000 a menos que o Acer Predator Z57).
Por esse preço, temos o LG UltraGear com painel OLED e tela curva de 45 polegadas. Esse modelo é 21:9 (resolução QHD), oferece taxa de atualização de 240 Hz, tempo de resposta de 0,03 ms, além de outras características parecidas com as do monitor da Samsung. Ele tem saído por cerca de R$ 8.000.
Compre o monitor LG UltraGear 45" OLED
Já a segunda indicação é da Acer, mas não o Predator Z57, e sim o X49, modelo com painel OLED, resolução Dual QuadHD também, além de 240 Hz e 0,03 ms. Esse modelo pode ser encontrado por volta de R$ 8.500.
Vale a pena comprar o Samsung Odyssey G9?
Não restam dúvidas de que o monitor Samsung Odyssey G9 é uma das melhores opções com painel OLED em uma tela curva. A sua construção é a mais elegante e minimalista da categoria. Mesmo sendo grande, não ocupa muito espaço no setup.
Senti falta de ajustes mais refinados nas cores, algo que é até possível minimizar com paciência através das configurações.
De novo: esse é meu ponto de vista baseado nas minhas referências. Se você nunca viu um OLED na vida e ficou convencido, se prepare para um nível de imersão como você nunca teve, principalmente com a tela curva.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}

