A Realme não lançará novos smartphones das linhas GT e Neo neste ano. A confirmação foi feita pelo vice-presidente e CMO da marca, Chase Xu, como parte de uma ampla reestruturação conduzida pela Oppo, que decidiu reorganizar o papel de suas principais subsidiárias diante de um cenário cada vez mais desafiador para a indústria de smartphones.
Segundo a empresa, a mudança faz parte de uma nova estratégia global. A Realme passará a concentrar seus recursos nos mercados internacionais e interromperá o desenvolvimento de novos produtos para a China, enquanto a OnePlus focará seus esforços no mercado chinês e deixará de lançar novos aparelhos na Europa e América do Norte.
Embora a Oppo não tenha atribuído oficialmente a decisão a um único fator, o setor enfrenta uma forte pressão provocada pela explosão da inteligência artificial.
A crescente demanda por memórias RAM, chips e outros componentes destinados a servidores e data centers elevou os custos de produção e reduziu as margens de lucro das fabricantes de smartphones, especialmente das marcas chinesas.
Nesse cenário, a controladora optou por simplificar sua estrutura, reduzir sobreposições entre as marcas e concentrar investimentos em segmentos considerados mais estratégicos. Como consequência, as próximas gerações do Realme GT e Realme Neo acabaram ficando de fora do calendário de lançamentos de 2026.
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Estoques devem acabar até novembro
Rumores mais antigos apontam que a produção dos atuais smartphones da Realme destinados ao mercado chinês já foi encerrada. A expectativa é que os estoques disponíveis sejam suficientes apenas até novembro.
Além disso, a integração entre as marcas será ampliada. Os futuros aparelhos da Realme passarão a utilizar o ColorOS, sistema operacional da Oppo, substituindo gradualmente a interface Realme UI. O suporte aos modelos já vendidos continuará sendo realizado pela própria Oppo no mercado chinês.
Apesar do cancelamento das novas linhas GT e Neo, a Realme afirma que continuará investindo em smartphones voltados para desempenho e jogos nos mercados internacionais.
Ainda assim, a ausência de seus principais modelos premium em 2026 mostra como a corrida global pela infraestrutura de IA já começa a impactar diretamente o mercado de celulares.
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