A escassez global de DRAM está longe de terminar e pode se estender por mais uma década. O alerta foi feito por Chen Li-bai, presidente da ADATA, que já deu seu palpite para o cenário brasileiro também. O executivo também descartou temores de um colapso iminente no setor de inteligência artificial, afirmando que qualquer debate sobre uma "bolha da IA" só fará sentido a partir de 2030 ou 2040.
As declarações surgem em resposta a recentes oscilações no mercado, como a queda nas ações da TSMC após a divulgação de resultados, o que reacendeu discussões sobre o risco dos investimentos em IA. Para Chen Li-bai, essas preocupações são infundadas, já que o mercado subestimou drasticamente a demanda real do segmento.
Expansões das fábricas de DRAM ainda devem demorar
Segundo o presidente da ADATA, a corrida pela IA gerou um consumo sem precedentes em toda a cadeia tecnológica, afetando servidores, armazenamento (DRAM e NAND Flash) e infraestrutura energética. Ele destaca que, na próxima década, memória e eletricidade serão os dois recursos mais escassos e valiosos do mundo.
Mesmo com os planos de expansão das gigantes Samsung, SK Hynix e Micron, novas capacidades de produção só devem entrar em operação por volta de 2028. Além disso, as fabricantes mantêm uma postura cautelosa na expansão de fábricas para não prejudicar suas margens de lucro, o que garantirá uma oferta restrita e preços em alta no longo prazo.
"Só poderemos discutir se a bolha da IA vai estourar em 2040 ou 2050 depois de passarmos de 2030", pontuou o executivo, reforçando que o ciclo de expansão da tecnologia está apenas no início.
A previsão um tanto apocalíptica não é exclusividade da ADATA, já que outras players da indústria têm falado o mesmo. A SK hynix, por exemplo, uma das maiores fabricantes do chip DRAM em si, que vende para empresas como a ADATA, já disse que o ano de 2027 será o pior da crise. O presidente da empresa ainda menciona que a situação deve permanecer grave até 2030.
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