Antes da crise de memória RAM atual, muitos usuários de PC já estavam migrando para a tecnologia DDR5, que já tinha quatro anos de disponibilidade. Agora, DDR2, uma tecnologia de mais de 20 anos de idade, é o novo alvo da crise, tendo encarecido cerca de 60% no segundo trimestre de 2026 por conta da demanda dos data centers de IA.
- Memória RAM usada vale a pena? 5 cuidados ao comprar
- DDR6 x DDR5: o que muda na nova geração de memória RAM?
Segundo um levantamento do TrendForce, os preços de contrato de memória RAM DDR2 cresceram entre 55 e 60% entre abril e junho. Embora a situação já pareça ruim, ela ainda deve piorar, já que a estimativa para o terceiro trimestre é de alta na casa dos 40%.
Fábricas estão fazendo "downgrade" em produção de RAM
Esse aumento repentino acontece por conta do "downgrade" que as fabricantes estão tendo que fazer para garantir suprimento, já que a tecnologia mais recente foi toda abocanhada pelos data centers. O TrendForce afirma ainda que algumas empresas estão substituindo o design DDR4 por DDR3, outras estão trocando componentes de DDR3 por DDR2.
-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-
As grandes fabricantes de chips DRAM, como Micron, Samsung e SK hynix, estão realocando todas as suas capacidades para a produção de wafers para memórias HBM, que é uma exigência das GPUs da NVIDIA para data centers de IA, que, por sua vez, é a líder no abastecimento desse segmento.
Além disso, existe também um foco em DDR5, já que esses supercomputadores fazem uso dessa tecnologia. Por isso sobra pouco (na verdade quase nada) para o consumidor. Recorrer a memórias mais antigas é uma saída que a indústria encontrou para continuar ofertando algo para o consumidor.
O problema mesmo seria retornar aos processadores e placas-mãe que faziam uso de memória DDR2. São tecnologias de 20 anos atrás e processadores extremamente simples para os padrões de hoje, como o Intel Core 2 Duo e o AMD Athlon 64 X2, na melhor das hipóteses. Essas CPUs são consideravelmente mais fracas que chips de smartphones de anos atrás.
Antes desse aumento das memórias DDR2 vir à tona, indícios de que a memória DDR3 voltou a crescer surgiram, mais uma consequência do atual estado da indústria.
Leia a matéria no Canaltech.

