O projeto chinês Qianfan, também conhecido como SpaceSail, tem uma meta ambiciosa: colocar mais de 15 mil satélites na órbita baixa da Terra (LEO). Para viabilizar a iniciativa, a “Starlink chinesa” Shanghai Yuanxin Satellite Technology iniciou uma nova rodada de captação de recursos.
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A busca por novos investidores visa levantar recursos para áreas estratégicas do projeto, como a construção da constelação de satélites, o desenvolvimento de tecnologias internas da companhia e a manutenção das operações ao longo dos anos.
O novo período de arrecadação acontecerá entre 22 de junho e 17 de julho, e a participação acionária oferecida aos novos investidores não deve ultrapassar 20%. Além disso, o número de participantes da rodada será limitado a três investidores, sendo que cada um deles deverá realizar um aporte mínimo de 5 bilhões de yuans (cerca de R$ 3,8 bilhões).
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Os novos acionistas precisam ser pessoas jurídicas ou organizações econômicas legalmente registradas e em funcionamento na China continental.
Etapas da construção da constelação de satélites
A Shanghai Yuanxin já tem um plano bem definido para a construção de sua rede global. A primeira etapa prevê o lançamento de 648 satélites, com o objetivo de formar uma cobertura regional inicial. Na segunda fase, a constelação será ampliada para um total de 1.296 unidades, permitindo a expansão dos serviços em escala global.
O objetivo final, no entanto, é ultrapassar a marca de 15 mil satélites na LEO, criando uma constelação com capacidade de oferecer conectividade para diferentes mercados ao redor do mundo.
Na primeira fase do projeto, sua eficiência dependerá do uso de retransmissores transparentes. Esses equipamentos serão responsáveis por encaminhar sinais entre as estações terrestres e a rede espacial.
Essa alternativa foi pensada porque reduz a complexidade dos primeiros satélites lançados, visto que parte do processamento das informações continua sendo realizado no solo. Com o avanço da constelação, a empresa pretende integrar tecnologias mais avançadas de processamento em órbita.
Com milhares de satélites trabalhando em conjunto, a expectativa da empresa é que a rede ganhe eficiência ao lidar com grandes volumes de dados, ao mesmo tempo em que reduz o tempo de resposta da comunicação e melhora o aproveitamento da banda larga disponível.
No entanto, dificuldades associadas à produção em massa de satélites, aos custos de operação e à expansão da infraestrutura necessária para colocar os equipamentos em órbita são empecilhos para o projeto. Por isso, a companhia depende dos investimentos para acelerar o desenvolvimento da iniciativa.
Se a Shanghai Yuanxin ainda busca financiamento para dar novos passos, códigos encontardos no firmware da Starlink indicam que Elon Musk vai lançar uma antena com bateria embutida.
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