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Nova "arquitetura de memória" do ChatGPT permitirá que a IA sonhe

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Nova "arquitetura de memória" do ChatGPT permitirá que a IA sonhe

A OpenAI anunciou uma nova arquitetura de memória para o ChatGPT chamada Dreaming. A tecnologia foi criada para permitir que a IA aprenda preferências, projetos e restrições dos usuários de forma contínua, mantendo o contexto das conversas atualizado ao longo do tempo. O recurso começou a ser disponibilizado em 4 de junho de 2026 para assinantes dos planos Plus e Pro nos Estados Unidos.

A novidade será expandida para outros países e para usuários dos planos Free e Go nas próximas semanas. A OpenAI afirma que a redução de cerca de cinco vezes no custo computacional do sistema permitiu que a tecnologia alcançasse um nível de maturidade adequado para uma distribuição mais ampla. Essa eficiência também possibilitou ampliar a capacidade de memória disponível para os usuários dos planos Plus e Pro.

O Dreaming substitui a lógica das antigas "memórias salvas", lançadas em 2024. Em vez de depender de comandos explícitos para registrar informações, o sistema agora analisa o histórico de conversas em segundo plano para identificar e organizar automaticamente dados considerados relevantes para futuras interações.

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A OpenAI já havia introduzido o conceito em abril de 2025 com o Dreaming V0, que funcionava como uma camada complementar às memórias salvas. A versão apresentada agora, chamada Dreaming V3, é uma arquitetura independente e mais avançada, desenvolvida a partir dessa tecnologia inicial.

Apesar do nome "Dreaming" (Sonhando), não significa que a IA sonha como seres humanos. O termo é usado para descrever um processo em segundo plano que organiza, atualiza e consolida memórias entre conversas.

O sistema também melhorou ao longo dos anos, segundo dados da própria OpenAI. A precisão em atualizar memórias com o tempo subiu de 9,4% em 2024 para 75% em 2026, e a eficácia em seguir preferências e restrições dos usuários foi de 31,4% para 71,3% no mesmo período.

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OpenAI lançou o Dreaming V3, nova memória do ChatGPT que resume conversas para trazer respostas mais personalizadas e atualizadas. (Imagem: Viviane França/Canaltech)

Como vai funcionar a nova memória do ChatGPT?

A nova arquitetura utiliza um processo de resumo de memória realizado fora das sessões de chat ativas. O objetivo é manter o contexto do usuário atualizado sem a necessidade de salvar manualmente cada informação importante.

De acordo com a OpenAI, o sistema foi desenvolvido com foco em três áreas: recuperação de informações úteis, respeito às preferências e restrições do usuário e atualização temporal das memórias. Isso possibilita que o ChatGPT lembre detalhes compartilhados anteriormente e também adapte essas informações conforme o tempo passa.

Os usuários terão acesso a uma página de resumo de memória, em que poderão visualizar, editar ou excluir informações armazenadas. Também será possível definir instruções sobre quais temas o ChatGPT deve considerar e iniciar conversas a partir desse resumo para explorar com mais profundidade o que a IA aprendeu ao longo do tempo.

Se, por exemplo, você usar o ChatGPT para planejar uma viagem a Singapura em julho, a IA entende quando a viagem termina e atualiza automaticamente a memória de “você vai para Singapura” para “você foi para Singapura”, evitando que ela recomende restaurantes de Singapura semanas depois quando você já estiver em casa.

A IA também consegue lembrar várias restrições e preferências ao mesmo tempo (por exemplo: vegetariano, interessado em fotografia de natureza e preferência por locais com ar-condicionado forte) para criar roteiros e sugestões que vão além de guias turísticos genéricos.

Para projetos mais complexos, o ChatGPT pode guardar detalhes, como o equipamento fotográfico exato que você usa e, futuramente, sugerir apenas acessórios e peças 100% compatíveis com esse setup.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por saber como migrar do ChatGPT ou Claude para o Gemini sem perder memória e histórico.

Leia a matéria no Canaltech.

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