O projeto "Tico" ganhou destaque na cena de modding do Nintendo Switch, com atualizações que permitem rodar títulos de GameCube e Wii através do desbloqueio. O maior atrativo é que ele não emula sistemas como Android e Linux para jogar, mas usa o próprio software proprietário do console — ou seja, é uma "emulação nativa".
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A programação personalizada permite que o hardware acesse experiências multiplataformas através de núcleos — assim como emuladores como o RetroArch —, além de ser criado em C++, o que aprimora sua portabilidade e desempenho.
Com a aplicação do núcleo de Dolphin, o Nintendo Switch consegue ter uma boa performance com diversos jogos de GameCube e Wii. Entre os testados pelos desenvolvedores da modificação, estão The Legend of Zelda: Twilight Princess e FIFA Street; ambos rodam bem.
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Emulação no Nintendo Switch
O software Tico tem como principal objetivo reduzir os problemas de emulação no console híbrido, com núcleos integrados que dispensam ajustes manuais do usuário. Toda sua interface prioriza o uso dos controles e ele possui um gerenciamento de biblioteca automatizado — na prática, chega de ter de renomear cada arquivo de ROM.
De acordo com a equipe de desenvolvimento, o Dolphin é um dos mais complexos para ser rodado no sistema operacional Horizon, proprietário do Nintendo Switch. Ainda em estágio “alpha”, é esperado que ele apresente instabilidades, mas está a poucos passos de se tornar um recurso completo.
Por padrão, o aplicativo que roda GameCube e Wii entra em “modo turbo”, o que impulsiona a utilização da CPU Tegra X1 de 1,02 GHz para 1,7 GHz e a GPU de 307 MHz para 768 MHz. Logo, é importante prestar atenção no superaquecimento antes que seu dispositivo literalmente “frite”.
Switch roda games retrocompatíveis nativamente?
Na verdade, os títulos de outros consoles ainda precisam ser emulados. O que o Tico faz é remover uma camada complexa deste caminho: agora, o dispositivo não precisa mais simular o ambiente de Android ou Linux para garantir que os jogos funcionem, basta o sistema operacional próprio do videogame.
Com o uso de um firmware personalizado (CFW), não é mais necessário reiniciar o aparelho para acessar um software diferente. Vale lembrar que isso funciona sem problemas no primeiro modelo de Switch, enquanto o V2 em diante exige modificações no hardware para alcançar o mesmo resultado.
Vale notar que, apesar do programa já funcionar e ter um bom desempenho, os usuários precisam ter consigo as ROMs dos games de Nintendo Wii e GameCube para acessá-los.
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