2026 é ano de eleições no Brasil, e os criminosos já estão aproveitando essa realidade para enganar os cidadãos: de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há campanhas golpistas circulando no país que simulam uma falsa cobrança para regularização eleitoral.
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Na maioria dos casos detectados, os criminosos enviam mensagens pelo WhatsApp informando que há uma suposta irregularidade no título de eleitor do usuário.
Utilizando táticas de engenharia social e links fraudulentos, a campanha apela para a legitimidade do TSE para preparar uma armadilha aos desavisados com uma linguagem urgente. Uma vez que a pessoa clica no link para pagar a taxa exigida, o prejuízo financeiro está feito.
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Como as mensagens enganam os usuários
Como uma clássica mensagem de phishing, a comunicação chega até o usuário pelo WhatsApp a partir de uma conta que finge ser o TSE e que até possui uma foto de perfil com o logo da instância jurídica.
A mensagem em si já inicia com um tom urgente para prender a atenção ao afirmar que o título de eleitor vinculado ao CPF do usuário está irregular no sistema por causa de “pendências eleitorais”.
O comunicado reforça o tempo todo que a vítima em potencial precisa regularizar a situação do título imediatamente para evitar complicações, como bloqueio de serviços públicos, restrições bancárias e impedimento de votar nas próximas eleições. Para garantir que isso não ocorra, a mensagem pede para que o usuário pague uma taxa como forma de regularização.
Como se proteger
Em resposta, o TSE garante que a instância e os Tribunais Regionais Eleitorais não enviam boletos e nem solicitam pagamentos de taxas por mensagens de aplicativos, SMS ou e-mails, tampouco solicita que os cidadãos informem dados bancários por esses canais. Qualquer comunicação do tipo deve ser encarada como golpe em potencial.
Logo, diante dessa nova ameaça em ano de eleições, vale prestar atenção a algumas medidas para se proteger. A principal recomendação é nunca clicar em links que chegam até você a partir de contatos desconhecidos ou que exijam algum tipo de pagamento alto.
Vale também nunca fornecer seus dados pessoais e financeiros para terceiros, além de lembrar que o TSE não faz qualquer tipo de cobrança para regularização eleitoral. O serviço é gratuito e a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o site e o app e-Título.
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