Medo e descrença prevalecem entre os brasileiros preocupados com o meio ambiente. Um negacionista climático e defensor declarado do desmantelamento das agências ambientais do Brasil pode muito bem ser o próximo presidente do país. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta Flávio Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. No primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, nenhum dos dois alcançou os necessários 50% mais um voto, e o segundo turno será disputado em 25 de outubro.. Flávio estava dois pontos percentuais à frente na contagem de votos válidos, segundo pesquisa divulgada em 21 de outubro [1], embora uma pesquisa divulgada em 18 de outubro [2] tenha mostrado Lula à frente por dois pontos.
O mandato de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, foi um desastre ambiental, e Flávio frequentemente afirma que seu pai foi o melhor presidente que o Brasil já teve e que, se eleito, retomará as políticas de seu pai. Sob Jair Bolsonaro, a taxa anual de desmatamento na Amazônia aumentou drasticamente, atingindo o pico em 2021. Ele cumpriu sua promessa de não demarcar “um único centímetro” de terras indígenas. Nomeou figuras abertamente antiambientais para chefiar o Ministério do Meio Ambiente e o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que desmantelaram amplamente esses órgãos e bloquearam a aplicação das leis ambientais. A retórica constante de Jair Bolsonaro em apoio a madeireiros ilegais, garimpeiros e desmatadores resultou em um aumento dessas atividades, inclusive em áreas indígenas. O mais notório foi a invasão da Terra Indígena Yanomami por mais de 20.000 garimpeiros que transformaram os cursos d’água da região em rios de lama, matando os peixes que sustentavam a população indígena e resultando em mortalidade por fome [3] e nas imagens de crianças Yanomami emaciadas que chocaram o mundo. Os planos de Flávio colocam quase 300 Terras Indígenas em risco [4].
Flávio deve muito ao seu pai, incluindo sua carreira política e a atual candidatura. Seu pai cumpre pena de 27 anos por liderar uma tentativa de golpe de Estado, e Flávio afirma que a anulação dessa sentença será sua prioridade número um [5]. Ele provavelmente conseguirá isso por meio dos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal que o próximo presidente indicará ou pela supermaioria que terá no Congresso Nacional. De qualquer forma, os conselhos do pai de Flávio provavelmente serão decisivos em muitas decisões, inclusive aquelas que impactam o meio ambiente.
Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também deverá ter um papel fundamental. Eduardo, que atualmente está exilado nos EUA, para onde fugiu para escapar de julgamento por diversos crimes [6], afirmou que será ministro das Relações Exteriores do Brasil caso Flávio seja eleito. No entanto, após esquivar-se da pergunta em entrevistas anteriores, em 16 de outubro, Flávio disse que Eduardo não receberia essa nomeação [7]. Contudo, ele deixou em aberto a questão de se Eduardo ocuparia algum outro cargo no governo.
Flávio, assim como seu pai, nega a existência das mudanças climáticas antropogênicas, mas a principal influência na adoção do negacionismo climático como bandeira pelo clã Bolsonaro foi o Eduardo, sob a influência de seu amigo Steve Bannon [8]. Eduardo frequentemente se vangloria de sua amizade com o presidente dos EUA, Donald Trump (que também foi influenciado por Bannon nessa questão), aumentando a probabilidade de seguir o exemplo de Trump ao se retirar do Acordo de Paris. Jair Bolsonaro inicialmente planejou retirar o Brasil do Acordo de Paris [9], mas a retirada não ocorreu devido à pressão do maior exportador de soja do Brasil, que explicou o impacto que tal medida poderia ter nas exportações brasileiras de soja para a Europa. Atualmente, a importância da Europa diminuiu, sendo a China, de longe, o maior importador.
O plano de governo de Flávio [10] não menciona as mudanças climáticas, embora afirme que o Brasil “venderá créditos de carbono para o mundo”. O plano de governo de Lula [11] faz diversas menções ao clima e afirma a intenção de honrar os compromissos do Brasil no âmbito do Acordo de Paris. No entanto, nenhum dos candidatos fez do clima um tema central durante a campanha. Isso não é surpreendente, visto que uma pesquisa sobre o que os eleitores consideram os principais temas da eleição indicou que nenhuma questão relacionada ao meio ambiente, incluindo as mudanças climáticas, estava entre os 15 temas citados por pelo menos 1% dos entrevistados [12].
A retórica de campanha de Flávio e seu plano de governo [10] indicam que ele pretende reduzir restrições ambientais de todos os tipos [13]. Flávio afirma que pretende usar um “tesouraço” para cortar gastos públicos. Isso é semelhante à motosserra do presidente argentino Javier Milei e à versão brandida por Elon Musk nos EUA. Meio ambiente, ciência e proteção indígena devem ser alvos prioritários.
O Congresso Nacional do Brasil já demonstra forte postura antiambiental, tendo aprovado leis como a “Lei Geral de Licenciamento Ambiental”, mais conhecida como “Lei da Devastação” (Lei 15.190/2025), e o “Marco Temporal” (Lei 14.701/2023) (considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2025, mas atualmente em recurso), que revogaria o direito de muitos povos indígenas aos seus territórios. Flávio votou a favor de ambas essas medidas quando era senador [14]. A partir de janeiro de 2027, os novos membros eleitos fortalecerão consideravelmente essa posição, com poder de voto suficiente para emendar a Constituição, algo que Flávio afirma desejar fazer [15]. A Constituição brasileira é facilmente emendada, exigindo 60% dos votos em duas votações em cada câmara do Congresso e não necessitando de ratificação pelos estados. A atual Constituição [16] foi alterada 141 vezes desde que entrou em vigor em outubro de 1988 [17].
Um dos termos mais frequentes na plataforma e no discurso de Flávio é segurança jurídica, um dos eufemismos para a legalização de reivindicações ilegais de terras públicas. Este é um dos principais fatores do desmatamento na Amazônia, já que a concessão de títulos de propriedade a ocupantes ilegais estimula ainda mais invasões de terras e grilagem. O Brasil é um dos poucos países do mundo onde as pessoas podem invadir terras públicas e esperar obter um título de propriedade. O desmatamento é uma forma de demonstrar o “uso produtivo” da terra, ajudando a justificar a titulação, e também ajudando a evitar que a reivindicação seja usurpada por pequenos ocupantes ilegais ou por grandes grileiros [18]. No entanto, o efeito líquido da concessão de títulos é o aumento do desmatamento dentro das propriedades tituladas, como demonstrado por um estudo do programa de titulação Terra Legalsob Lula em seu segundo mandato [19]. Isso se soma ao fato de a titulação estimular invasões adicionais e a grilagem [20, 21].
As propostas de Flávio pela legalização de reivindicações ilegais de terras e pelo relaxamento das restrições ambientais é popular nas fronteiras amazônicas. No primeiro turno das eleições de 2026, o município amazônico com a maior porcentagem de votos para Flávio (84%) foi Novo Progresso, Pará [22] – o local na rodovia BR-163 de onde foi organizado o “dia do fogo” em agosto de 2019, quando pecuaristas de toda a Amazônia atearam fogo no mesmo dia para demonstrar apoio às políticas antiambientais de Jair Bolsonaro [23]. O movimento político em favor do relaxamento das restrições ambientais adotou o nome de “agrobolonarismo” [24].
A negação da ciência em geral foi uma marca registrada de Jair Bolsonaro. Sua negação da ciência no caso da COVID-19 [25] é creditada com mais de 400.000 mortes adicionais [26] no Brasil durante a pandemia, e os povos indígenas da Amazônia foram especialmente atingidos [27]. Jair Bolsonaro também negou a validade dos dados de satélite sobre o desmatamento no Brasil [28].
O impacto do próximo presidente brasileiro sobre as mudanças climáticas é uma questão particularmente crítica. Embora ambos os candidatos apoiem uma variedade de políticas que intensificam as mudanças climáticas, o impacto de Flávio seria claramente muito maior do que o de Lula. Em uma entrevista televisiva em agosto de 2026, Flávio negou a existência de mudanças climáticas antropogênicas, afirmando que o que vemos são ciclos naturais e que a resposta é melhorar o saneamento básico, ou seja, a construção de sistemas de esgoto nas cidades brasileiras [29]. Essa posição sobre as mudanças climáticas aparentemente tem pouco impacto no eleitorado: embora mais de 70% da população brasileira afirme estar preocupada com as mudanças climáticas [30], a votação para o Flávio no primeiro turno indica que essa preocupação não é tão grande.
A perda da floresta amazônica implica a perda da biodiversidade, dos povos tradicionais, do papel da floresta na reciclagem da água e de seu enorme estoque de carbono. Embora a maior parte da atenção se concentre na taxa de desmatamento anual, o maior perigo reside em outro lugar: o risco de colapso da floresta remanescente como resultado combinado das mudanças climáticas e das ações humanas diretas que degradam a floresta por meio da exploração madeireira, incêndios e efeitos de borda. Esses processos estão se intensificando devido à construção de estradas que abrem áreas antes inacessíveis à entrada de desmatadores e madeireiros. Esses processos são alimentados por políticas apoiadas por ambos os candidatos, incluindo a reconstrução da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), a “regularização” (um eufemismo no Brasil para a legalização de reivindicações ilegais de terras do governo) e subsídios generosos para a conversão de pastagens de gado em plantações de soja – um importante fator de desmatamento porque os pecuaristas vendem suas terras para os plantadores de soja em vez de plantar soja eles mesmos, e os pecuaristas investem os lucros das vendas na compra e desmatamento de áreas muito maiores de terras baratas de floresta tropical em fronteiras remotas da Amazônia [31-33].
A floresta amazônica brasileira está se aproximando de vários pontos de não retorno que, se ultrapassados, aumentariam muito a probabilidade de colapso da floresta [34, 35]. Esses pontos de não retorno incluem os impactos locais da temperatura média global ultrapassando o limite do Acordo de Paris de 1,5°C acima da média pré-industrial [36], a porcentagem da floresta amazônica que foi desmatada e não cumpre mais a função de reciclagem de água que mantém o restante da floresta [37, 39], o prolongamento da estação seca na Amazônia [40] e o aumento de eventos de seca severa [41]. É muito menos provável que essas tensões climáticas causem o colapso de uma floresta intacta do que de uma floresta reduzida a fragmentos ou cortada no notório padrão de desmatamento em “espinha de peixe” típico de áreas ocupadas, e, também, é mais provável em florestas degradadas por exploração madeireira e incêndios.
Se a floresta entrar em colapso, liberará uma quantidade de gases de efeito estufa mais do que suficiente para levar o sistema climático global a um ponto de não retorno, onde o aquecimento global escapará do controle humano [42]. Exceto pela remoção de carbono em larga escala, o que é improvável de ser alcançável em um prazo relevante, o máximo que podemos fazer para conter o aquecimento global é não emitir mais gases de efeito estufa provenientes de combustíveis fósseis e do desmatamento. Se o que emitimos deliberadamente for superado pelo que é emitido indiretamente, como pelo aumento das temperaturas que causam incêndios florestais, aquecimento dos solos em todo o mundo, derretimento da tundra e aquecimento dos oceanos, então mesmo reduzir nossas emissões deliberadas a zero não impedirá o ciclo vicioso de mais aquecimento causando mais emissões e, portanto, ainda mais aquecimento. A possibilidade de colapso da floresta amazônica está no centro deste problema, visto que os pontos de não retorno na floresta estão inter-relacionados com o ponto de não retorno no sistema climático: se a floresta colapsar primeiro, o sistema climático a seguirá, e se o ponto de não retorno do sistema climático global for atingido primeiro porque continuamos a queimar combustíveis fósseis, então a floresta sucumbirá em breve.
A irreversibilidade das mudanças climáticas, caso que escaparem ao controle humano, torna esse problema diferente de outras grandes questões de nosso tempo. Guerras e ditaduras, por exemplo, têm impactos terríveis, mas eventualmente chegam ao fim; porém, esse não é o caso de um “efeito estufa descontrolado” que leva a uma “Terra estufa” [43]. A devastação seria mundial. No Brasil, o restante da floresta amazônica seria perdido, interrompendo o fornecimento de vapor d’água [44] transportado pelos ventos, conhecido como “rios voadores”, do qual depende grande parte da agricultura do país, bem como grandes cidades como São Paulo [45]. O Nordeste brasileiro, atualmente semiárido, onde dezenas de milhões de pessoas dependem da agricultura, se tornaria um deserto [46, 47]. As densas populações ao longo da costa atlântica brasileira ficariam expostas à elevação do nível do mar e a tempestades intensas [48]. “Surpresas climáticas” não previstas pelos modelos climáticos, como as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e a enchente do Rio Madeira em 2014, se tornariam mais comuns [49]. O mais assustador é a mortalidade em massa na população humana, uma vez que as temperaturas máximas em breve excederiam a tolerância humana [50-52]. [53]
Notas
[1] Marcelino, D. 2026. Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos, ante 49% de Lula, diz pesquisa Palver. Jota, 21 de outubro de 2026.
[2] Teodoro, P. 2026. Lula vira e lidera por 51% a 49% sobre Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Vox Brasil. msn, 18 de outubro de 2026.
[3] Garcia, H.M., G.G.A. Feitosa, H.L. de Menezes, T.M.R. Figueiredo, R.N.P. Alves, N.N. Lima, A.O.A. Reis, J.E.B. Araújo, S.M.F. de Carvalho et al. 2022. Pandemic of hunger: The severe nutritional deficiency that kills Yanomami ethnic children. Journal of Pediatric Nursing 65: e1-e2.
[4] ClimaInfo. 2026. Plano de Flávio Bolsonaro contra demarcações põe em risco quase 300 Terras Indígenas. ClimaInfo, 21 de outubro de 2026.
[5] Money Times. 2025. Escolhido por Bolsonaro, Flávio anuncia seu ‘primeiro gesto’ como pré-candidato à Presidência. Money Times, 06 de dezembro de 2025. h
[6] Poder360. 2025. Eduardo diz que pode viver décadas em “exílio” e pede mais sanções. Poder360, 06 de agosto de 2025.
[7] Estadão. 2026. Flávio diz que Eduardo Bolsonaro não será ministro das Relações Exteriores em eventual mandato. Estadão, 16 de outubro de 2026.
[8] A Publica. 2025. Eduardo Bolsonaro é um projeto de Steve Bannon. A Publica, 25 de agosto de 2025.
[9] Fearnside, P.M. 2019. Bolsonaro e o Acordo de Paris. Amazônia Real.
[10] Bolsonaro, F. 2025. Flavio Bolsonaro – Propostas de Governo. Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Brasília, DF.
[11] da Silva, L.I.L. 2026. Lula – Propostas de Governo. Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Brasília, DF.
[12] Pinho, A. 2026. Datafolha: 20% dizem que violência é principal problema do país, e 18% citam saúde. Folha de São Paulo, 15 de outubro de 2026.
[13] ClimaInfo. 2026. A volta da boiada: Flávio Bolsonaro promete derrubar regras ambientais para produtores rurais. ClimaInfo, 21 de outubro de 2026.
[14] ClimaInfo 2026. Pautas antiambientais marcam mandato de Flávio Bolsonaro no Senado. ClimaInfo, 18 de outubro de 2026.
[15] Zacari, L. & M. Souza. 2026. O que Flávio pode e não pode mudar na Constituição se ganhar. Nexo, 07 de outubro de 2026.
[16] PR (Presidência da República). 2026. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. PR, Brasília, DF. h
[17] PR (Presidência da República). 2026. Emendas Constitucionais. PR, Brasília, DF.
[18] Fearnside, P.M. 1979. Desenvolvimento da floresta amazônica: Problemas prioritários para a formulação de diretrizes. Acta Amazonica 9(4) suplemento: 123‑129.
[19] Probst, B., A. BenYishay, A. Kontoleon & T.N.P. dos Reis. 2020. Impacts of a large-scale titling initiative on deforestation in the Brazilian Amazon. Nature Sustainability 3: 1019–1026.
[20] Brito, B., P. Barreto, A. Brandão, S. Baima & P.H. Gomes. 2019. Stimulus for land grabbing and deforestation in the Brazilian Amazon. Environmental Research Letters 14: art. 064018.
[21] Azevedo-Ramos, C., P. Moutinho, V.L.S. Arruda, C.C. Stabile, A. Alencar, I. Castro & J.P. Ribeiro. 2020. Lawless land in no man’s land: The undesignated public forests in the Brazilian Amazon. Land Use Policy 99: art. 104863.
[22] ClimaInfo. 2026. Flávio Bolsonaro tem melhor votação nos municípios da Amazônia que mais desmataram nos últimos 10 anos. ClimaInfo, 05 de outubro de 2026.
[23] Fearnside, P.M. 2025. Desmatamento e queimadas: A degradação da floresta. p. 40-41; 84-86. In: Atlas da Amazônia Brasileira. J. Dolce, M. Montenegro & R. Shoenenberg (eds.). Fundação Heinrich Böll, Rio de Janeiro, RJ. 96 p.
[24] Souza, M. 2026. Como Flávio pode desmantelar a política ambiental. Nexo, 19 de outubro de 2026.
[25] Ferrante, L., L. Duczmal, W.A. Steinmetz, A.C.L. Almeida, J. Leão, R.C. Vassão, U. Tupinambás & P.M. Fearnside. 2021. Como o Presidente Bolsonaro tornou o Brasil um epicentro global de Covid. Amazônia Real.
[26] Agência Senado. 2021. Pesquisas apontam que 400 mil mortes poderiam ser evitadas; governistas questionam. Notícias Senado, 24 de junho de 2021.
[27] Ferrante, L. & P.M. Fearnside. 2020. Proteger os povos indígenas do COVID-19. Amazônia Real, 17 de abril de 2020.
[28] Fearnside, P.M. 2019. Desmatamento na Amazônia: O Governo ataca o mensageiro. Amazônia Real, 05 de agosto de 2019.
[29] Poder360. 2026. Flávio evita aquecimento global e cita saneamento como resposta. Poder360, 28 de agosto de 2026.
[30] O Globo. 2022. Opinião pública e mudança climática: pesquisa mostra a diferença entre países. O Globo, 21 de julho de 2022.
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[33] Fearnside, P.M. 2021. O desmatamento da Amazônia. Amazônia Real.
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[42] Fearnside, P.M. & R.A. Silva. 2023. A seca na Amazônia em 2023 indica um futuro desastroso para a floresta tropical e seu povo. The Conversation, 06 de novembro de 2023.
[43] Ripple, W.J.,∙C. Wolf, J. Rockström, K. Richardson, N. Wunderling, J.W. Gregg, T. Westerhold & H.J. Schellnhuber. 2026. The risk of a hothouse Earth trajectory. One Earth 9: art. 2101565.
[44] Zemp, D.C., C.F. Schleussner, H.M.J. Barbosa, R.J. van der Ent, J.F. Donges, J. Heinke, G. Sampaio & A. Rammig. 2014. On the importance of cascading moisture recycling in South America. Atmospheric Chemistry and Physics 14: 13337–13359.
[45] Fearnside, P.M. 2021. As lições dos eventos climáticos extremos de 2021 no Brasil: 2 – A seca no Sudeste. Amazônia Real, 20 de julho de 2021.
[46] Barbosa, H.A. 2024. Understanding the rapid increase in drought stress and its connections with climate desertification since the early 1990s over the Brazilian semi-arid region. Journal of Arid Environments 222: art. 105142.
[47] ClimaInfo. 2024. Clima árido atinge no Brasil área maior que a do estado de São Paulo. ClimaInfo, 18 de abril de 2024.
[48] Gramcianinov, C.B. 2018. Changes in South Atlantic cyclones due climate change. Tese de doutorado em ciências atmosféricas, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP. 222 p.
[49] Fearnside, P.M. & R.A. Silva. 2024. Surpresas climáticas: A Amazônia e as lições da enchente catastrófica no Rio Grande do Sul. Amazônia Real, 03 de julho de 2024.
[50] Matthews, T., E.E. Ramsay, F. Saeed, S. Sherwood, O. Jay, C. Raymond, N. Abram, J.K.W. Lee, S. Barley, S. Perkins-Kirkpatrick, M.S. Khan, K.J. Meissner, C. Roberts, D. Mavalankar, K.G.C. Smith, A. Ullah, A. Sadad, V. Turner & A. Forrest 2025. Humid heat exceeds human tolerance limits and causes mass mortality. Nature Climate Change 15: 4–6.
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[52] Sherwood, S.C. & E.E. Ramsay. 2023. Closer limits to human tolerance of global heat. Proceedings of the National Academy of Science USA 120(43): art. e2316003120.
[53] Uma versão em inglês deste texto aparecerá em Mongabay.
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