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Acidentes com ônibus deixam 148 vítimas em MG em menos de 8 meses

Metrópoles(há cerca de 1 hora)
Acidentes com ônibus deixam 148 vítimas em MG em menos de 8 meses

Belo Horizonte — Dois acidentes envolvendo ônibus, registrados em um intervalo de menos de duas horas, na BR-116, em Muriaé, na Zona da Mata mineira, chamaram a atenção para as ocorrências com esse tipo de veículo. Em Minas Gerais, foram registrados mais de 100 acidentes com ônibus e micro-ônibus em 2026.

De janeiro até o dia 21 de agosto, foram 102 casos, o equivalente a cerca de um acidente a cada 2,3 dias, que deixaram 148 vítimas, segundo dados do Corpo de Bombeiros.

Em 2025, foram registrados 159 acidentes envolvendo ônibus e micro-ônibus durante os 12 meses. Já em 2026, até agosto, foram 102 ocorrências. Nos dois períodos, os tipos mais comuns foram colisões entre automóveis e ônibus ou micro-ônibus, com 92 registros, seguida por colisões com caminhões ou carretas, com 65.

Entre janeiro e agosto de 2025, foram registrados 111 acidentes envolvendo ônibus e micro-ônibus. No mesmo período de 2026, foram 102 ocorrências.

Acidente com vítimas

Os acidentes envolvendo ônibus e micro-ônibus deixaram 307 vítimas em 2025 e 148 em 2026, até 21 de agosto. A maior parte foi registrada em colisões com motocicletas, com 219 vítimas nos dois períodos, seguida por colisões com automóveis, com 113, e com bicicletas, com 37. Capotamentos de ônibus ou micro-ônibus deixaram outras 34 vítimas.

Entre janeiro e agosto de 2025, os acidentes envolvendo ônibus e micro-ônibus deixaram 216 vítimas. No mesmo período de 2026, foram 148, uma queda de 31,5%

O Corpo de Bombeiros informou que não dispõe de dados consolidados sobre o número de vítimas que morreram nesses acidentes. Isso porque os registros da corporação consideram a situação da vítima no momento do atendimento. Assim, uma pessoa pode ser socorrida com vida e encaminhada ao hospital, mas morrer posteriormente, sem que o óbito seja contabilizado nos dados dos bombeiros.

Acidente em menos de duas horas

Na madrugada de sexta-feira da semana passada (21/8), dois acidentes envolvendo ônibus deixaram três mortos e cinco feridos em menos de duas horas, em trechos separados por 11 quilômetros na BR-116, em Muriaé, na Zona da Mata mineira.

O primeiro ocorreu às 2h40, no km 698. Um carro teria cruzado a pista e batido de frente com um ônibus que transportava 40 passageiros. O motorista do automóvel, de 50 anos, morreu no local. Ninguém no coletivo ficou ferido.

No outro acidente, os motoristas dos dois veículos morreram presos às ferragens. Dos 15 passageiros do ônibus, cinco ficaram feridos, um deles em estado mais grave, e foram levados para hospitais da região.


Relembre outros casos


Uma das maiores tragédias da história

Foi justamente na BR-116, onde ocorreram os dois acidentes da última sexta, que ocorreu uma das maiores tragédias rodoviárias da história recente do Brasil. Em dezembro de 2024, um acidente envolvendo um ônibus, uma carreta e um carro de passeio, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, deixou 41 mortos.

Do resgate às causas

Segundo o Corpo de Bombeiros, acidentes com ônibus costumam exigir cuidados específicos no resgate, principalmente pelo número de vítimas e pela dificuldade de acesso.

“São ocorrências que podem apresentar ações específicas, como acesso às vítimas, necessidade de desencarceramento, estabilização do veículo e retirada segura dos passageiros. Dependendo da dinâmica do acidente, o veículo pode ficar tombado, parcialmente destruído ou em uma posição que dificulte o acesso das equipes”, explicou o sargento Allan Azevedo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Os ferimentos podem variar de casos leves a graves. “Podem ser encontrados traumas diversos, como cortes, escoriações, contusões, fraturas e traumatismos de maior gravidade. Em acidentes mais violentos, também podem ocorrer lesões na cabeça, tórax e abdômen”, afirmou.

De acordo com o sargento, relatos de testemunhas podem apontar fatores como falha humana, desatenção, excesso de velocidade, condições da via e problemas mecânicos. No entanto, essas informações são preliminares.

“É importante falar que esses relatos representam apenas informações preliminares. A definição da causa do acidente cabe aos órgãos competentes, a partir da perícia e da análise técnica da ocorrência”, ressaltou.