❤️ Saúde

Tabela SUS Paulista viabiliza 3,5 milhões de cirurgias

Poder360(há cerca de 3 horas)
Tabela SUS Paulista viabiliza 3,5 milhões de cirurgias

O Governo de São Paulo registrou o maior número de cirurgias eletivas da atual gestão, com 1,3 milhão de procedimentos em 2025. O dado faz parte do total de 3,5 milhões de cirurgias realizadas nos últimos 3 anos. O avanço é possível por meio da Tabela SUS Paulista, iniciativa que paga para hospitais filantrópicos e Santas Casas até 5 vezes os valores definidos para o Sistema Único de Saúde, pelo Ministério da Saúde. O programa representa um investimento de R$ 9,7 bilhões desde o início da implementação, em 2024.

A medida abrange 800 instituições, incluindo Santas Casas, entidades filantrópicas e autárquicas, que respondem por 50% do atendimento hospitalar estadual. Recentemente, também foi estendida a hospitais municipais, integrando 100 unidades em 77 cidades. Como reflexo dos investimentos do programa, mais de 8.000 leitos foram reativados em todo o Estado.

Os repasses também permitiram dobrar o número de cirurgias realizadas anualmente em São Paulo. Em 1 ano, foram mais de 130 mil eletivas. No recorte por especialidades, destacam-se as 13.879 cirurgias cardíacas e 10.629 oncológicas.

O modelo da Tabela SUS Paulista foi desenvolvido a partir de uma análise técnica comparativa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O estudo mapeou os valores praticados por operadoras de saúde e cooperativas médicas para estabelecer um preço de equilíbrio frente ao valor de mercado. O objetivo era interromper o deficit operacional das entidades.

Desde a implementação, foram realizados mais de 2.600 reajustes em procedimentos. Na atualização mais recente, em 2025, o aumento médio era de 237% em relação ao valor pago pelo governo federal. Dentre os procedimentos com repasses adicionais estão:

  • Parto normal – de R$ 443,40 para R$ 2.217 (alta 400%);
  • Remoção de vesícula – de R$ 996,34 para R$ 4.483,53 (350%);
  • Cesária – de R$ 545,73 para R$ 2.182,92 (300%);
  • Mastectomia radical – de R$ 2.462,85 para R$ 9.851,40 (300%); e
  • Cirurgia de varizes – de R$ 833,48 para R$ 2.625,46 (215%).

De acordo com o Governo de São Paulo, os investimentos no programa estão em constante ampliação. Os valores aportados passaram de R$ 7,1 bilhões em setembro de 2025 para R$ 9,7 bilhões em maio deste ano (2026). Um crescimento de 36,6%.

Leia o infográfico sobre os impactos da Tabela SUS Paulista.

Avanços na oncologia

A Tabela SUS Paulista teve impacto direto na oncologia. Nessa especialidade, o número de cirurgias cresceu 43% em 3 anos. Segundo o Governo de São Paulo, o incremento é um reflexo dos reajustes de 184% para cirurgias e 269% para o atendimento clínico na área.

O governo estadual também destinou R$ 1,8 milhão para a realização de biópsias, elevando a remuneração do exame em 116% em relação à tabela federal, cujo repasse é de R$ 1,5 milhão.

Além disso, as diárias de internação para cuidados prolongados em neurologia, oncologia e cardiologia foram reajustadas de R$ 70 para R$ 235. A mudança representa um incremento de aproximadamente R$ 5.000 por paciente, a cada mês de internação.

Apoio à prevenção e municípios

A Tabela SUS Paulista funciona em conjunto a outras ações e programas, para aprimorar os serviços de saúde. O governo estadual também investe, por exemplo, em uma rede de prevenção por meio dos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) para exames de rastreio.

Já o programa Mulheres de Peito permite o agendamento de mamografias sem pedido médico, para pacientes de 50 a 74 anos. Basta apresentarem o RG e o cartão do SUS. O agendamento é realizado por meio do Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo, pelo telefone 0800 779 0000.

Para o público masculino, o programa Filho que ama leva o pai ao AME disponibiliza check-ups de cardiologia e urologia aos sábados, para maiores de 50 anos. Por fim, o programa Saúde Digital Paulista complementa o acesso com 151 mil atendimentos virtuais, da atenção básica à alta complexidade.

O Governo de São Paulo também atua em parceria com as prefeituras para fortalecer a saúde. O IGM (Incentivo à Gestão Municipal) SUS Paulista, programa que apoia a atenção primária nos municípios, repassou mais de R$ 1,3 bilhão às 645 cidades paulistas.

O repasse financeiro está condicionado ao cumprimento de indicadores de desempenho, como cobertura vacinal, combate a arboviroses e redução da mortalidade infantil. O modelo elevou o valor per capita destinado à saúde municipal em diversas localidades, passando de R$ 4 para até R$ 40.

Tal combinação resulta em impactos mensuráveis. Na região de Franca, no interior paulista, as cirurgias eletivas aumentaram 46%, de 2022 a 2025. No total, as 25 instituições de saúde receberam R$ 203,4 milhões via Tabela SUS Paulista desde 2024, viabilizando a reativação de 98 leitos.

O financiamento do programa é realizado integralmente pelo Tesouro Estadual de São Paulo, com recursos de tributos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).

Para assegurar a transparência, os valores pagos são detalhados por instituição filantrópica e estão disponíveis para consulta pública no portal do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde).


Este conteúdo foi produzido em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. As informações e os dados divulgados são de total responsabilidade do autor.