🎬 Entretenimento

Análise: Guerra no Oriente Médio faz mundo repensar futuro da energia

CNN Brasil(há cerca de 1 hora)
Análise: Guerra no Oriente Médio faz mundo repensar futuro da energia

O prolongado conflito no Oriente Médio continua gerando ondas de impacto sobre a economia global, com consequências que vão além dos preços do petróleo e dos derivados.

Ciro Dias Reis, colunista do CNN Money, analisou os múltiplos desdobramentos da guerra e o impasse nas negociações de paz, destacando a dificuldade de se fazer previsões sobre os próximos passos do conflito.

“É um vai e vem que a gente está vendo ao longo dos dias, das semanas, e é difícil fazer um prognóstico exato”, afirmou Ciro Reis.

Segundo ele, o mais importante neste momento é acompanhar e fazer um balanço dos custos acumulados, que vão desde vidas humanas até os impactos financeiros sobre o preço do petróleo e dos fertilizantes.

Apesar de o acordo de paz ter parecido próximo em determinado momento, as negociações aparentemente recuaram.

Em uma perspectiva de médio e longo prazo, o colunista apontou que o conflito também coloca em evidência o debate sobre as opções energéticas dos países nas próximas décadas.

De um lado, Donald Trump tem defendido a expansão do uso do petróleo. De outro, a China tem apostado fortemente em energia elétrica, baterias e energias alternativas.

“Como pano de fundo dessa guerra, o que a gente pode pensar é no futuro do uso da energia pelos países ao longo dos próximos anos, as próximas décadas”, disse Reis, acrescentando que, nesse campo, a China está “evidentemente muito à frente”.

Impactos econômicos e revisões de crescimento

Ciro Reis ressaltou que, mesmo que o Estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente, a normalização da situação demandaria muito tempo e esforço.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) já revisou sua previsão de crescimento da economia global de 3,3% para 3,1%, e, no pior cenário, considera possível uma recessão global.

O Banco Mundial também expressou preocupação com as consequências fiscais para os países, que estão gastando mais para limitar os efeitos da crise sobre suas populações.

“Há todo um quebra-cabeças enorme que vai ter que ser refeito mesmo após o final do conflito armado”, destacou o colunista.

Além dos impactos financeiros, ele chamou atenção para as consequências operacionais e logísticas da guerra.

Refinarias, instalações, gasodutos e oleodutos em diversos países do Oriente Médio — incluindo nações que não estão diretamente envolvidas no conflito — foram atingidos, comprometendo a capacidade produtiva da região.

Data centers bombardeados e novas vulnerabilidades

Ciro Reis acrescentou que data centers nos Emirados e no Bahrein também foram alvos de bombardeios, o que, segundo ele, adicionou uma nova camada de preocupação para os Estados Unidos e outros países.

“A cada capítulo deste conflito, a gente descobre novas vulnerabilidades”, afirmou.

A retomada da normalidade operacional, com base em conflitos anteriores como a invasão do Iraque, tende a ser muito mais lenta do que as previsões mais otimistas sugerem.

Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.