A Artemis II encerra, na noite desta sexta-feira (10), a missão histórica que levou quatro astronautas à órbita lunar em uma viagem de dez dias pelo espaço. Agora, os astronautas enfrentam a etapa considerada a mais crítica de toda a viagem: a reentrada na atmosfera terrestre.
Segundo a Nasa, por volta das 20h33 do horário de Brasília (antes da reentrada), o módulo da tripulação vai se separar do módulo de serviço. No momento, cerca de doze propulsores devem garantir que a cápsula esteja orientada a uma altitude de cerca de 120 km da superfície da Terra.
Em um vídeo divulgado pela agência, é possível ver como será a viagem. Assista:
Na animação, a NASA destaca que o movimento de retorno deve causar uma compressão das moléculas do ar, fator que pode gerar um calor extremo de até 2.760 ºC na parte externa da cápsula (equivalente a cerca de metade da temperatura da superfície do Sol).
A interface de entrada da nave nas camadas superiores da atmosfera terrestre deve acontecer às 20h53 do horário de Brasília. Nesse momento, a tripulação também deve sentir um peso quatro vezes maior do que na Terra.
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Durante a reentrada, a nave deve desacelerar com uma sequência de abertura de 11 paraquedas. Os primeiros três estão previstos para se separar da cobertura da baía dianteira. Posteriormente, outros dois desaceleram e estabilizam o módulo da tripulação e, em seguida, se soltam.
Após a abertura dos cinco primeiros, três paraquedas-piloto levantam os três paraquedas principais da nave, e reduzem a velocidade do módulo da tripulação, que pousa no oceano 16 minutos depois de entrar na atmosfera terrestre.
A tripulação da nave Orion deve pousar nas águas da costa de San Diego, nos Estados Unidos, por volta das 21h07. A cápsula deve mergulhar a uma velocidade superior a 30 vezes a velocidade do som (cerca de 38.400 km/h).
Para proteger os astronautas, a Nasa conta com um escudo térmico, que é o principal ponto de atenção das equipes em solo. O componente é similar ao utilizado na missão Artemis I, em 2022, que retornou com danos inesperados, como buracos e rachaduras.
Por isso, o escudo é visto como uma “esperança” para que a segurança de toda a tripulação seja mantida.
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Em seguida, uma equipe de resgate — que inclui a Marinha dos Estados Unidos, a Força Aérea e a Nasa — deve se aproximar da Orion para verificar a segurança da saída dos astronautas da nave.
Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que estão a bordo da cápsula, devem receber ajuda de mergulhadores para saírem da nave, subirem em uma plataforma inflável e, logo depois, serem transportados de helicóptero a um navio de resgate.
Cronograma do retorno
A sequência das ações antes e depois do retorno à Terra segue horários coordenados pelo Centro de Controle em Houston. Veja abaixo:
- 15h54: realização da terceira queima de correção de trajetória para alinha a nave rumo ao plantera de origem;
- 19h30: início da cobertura ao vivo oficial da Nasa, acompanhada em tempo real pela CNN Basil;
- 20h33: separação do módelo de serviço, o que deixa apenas apenas o módeulo de tripulação para enfrentar a atmosfera;
- 20h53: interface de entrada, momneto em que a nave atinge oficialmente a atmosfera superior da Terra;
- 21h07: previsão do pouso (splashdown) no Oceano Pacífico, na costa de San Diego (EAU). Equipes da NASA e do Departamento de Defesa estarão prontas para auxiliar os astronautas na saída da nave e transportá-los para o navio de resgate USS John P. Murtha;
- 21h22: desligamento dos sistemas da nave Integrity
- 22h06: horário previsto para a extração da tripulação da cápsula;
- 22h35: chegada da tripulação ao navio de resgate e encerramento da cobertura na NASA+;
- 23h30: coletiva de imprensa pós-pouso realizada no Johnson Space Center, em Houston.
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