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Lula mencionou “vontade grande” de ajudar o RJ, diz governador

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a passagem do petista pelo Estado fluminense na 6ª feira (22.mai.2026) e no sábado (23.mai). 

Ao Poder360, Couto disse que ambos trataram das “várias possibilidades de ajuda do governo federal” para o Estado. “Foi mencionado que havia uma vontade grande de ajudar o Rio de Janeiro”, disse Couto.

Lula esteve no Rio neste sábado para inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz. Na 6ª feira, o presidente deu entrevista ao programa Sem Censura, da EBC, em edição especial realizada na cidade, e participou da cerimônia de posse do cardiologista Roberto Kalil Filho como integrante titular da Academia Nacional de Medicina. 

LULA ELOGIOU COUTO

Durante o evento na Fiocruz, Lula elogiou publicamente Ricardo Couto e disse que, se a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) tivesse de indicar o governador, “ia vir um miliciano“. O petista ainda pediu para o desembargador trabalhar “para prender todos os ladrões que governaram o Estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”.

A fala de Lula provocou críticas. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o presidente atingiu os congressistas, o eleitor e a democracia. “Todos os deputados estaduais da Alerj foram eleitos pelo voto. Mas para o Descondenado a democracia é relativa… Triste Brasil…”, escreveu o deputado no X. 

GOVERNO DO RIO

Ricardo Couto, 61 anos, é professor e já atuou como defensor público. Em 25 de novembro de 2024, foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro para o biênio 2025–2026.

O desembargador era o 4º na linha sucessória para o governo estadual. Assumiu o cargo em 23 de março, depois de o ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciar, em tentativa de escapar da cassação do mandato no Tribunal Superior Eleitoral. 

O vice-governador eleito em 2022, Thiago Pampolha, renunciou em maio de 2025 para assumir cargo no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Já o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal depois de ser preso sob suspeita de ligações com a facção Comando Vermelho. 

DECISÃO JUDICIAL

Depois da renúncia, o TSE condenou Cláudio Castro à inelegibilidade por 8 anos, junto ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Ambos estão inelegíveis até 2030.

No STF, o ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento. O magistrado disse avaliar devolvê-lo só quando o TSE julgar todos os recursos. Com isso, a expectativa é que eventual demora do caso mantenha Ricardo Couto no governo até as eleições de outubro.

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