Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (26/05) com queda de 0,88%, aos 177.725 pontos, em um pregão de realização após a recente recuperação. O mini-índice acompanhou a queda do Ibovespa em um pregão marcado pelo retorno do fluxo estrangeiro após o feriado nos EUA e pelo aumento da cautela com a guerra no Oriente Médio. Novos ataques dos EUA ao Irã elevaram a aversão ao risco, enquanto Wall Street fechou sem direção única.
No Brasil, Vale (VALE3) e os grandes bancos pressionaram o índice, enquanto Petrobras (PETR4) limitou perdas ao fechar em leve alta. O mercado também monitora o IPCA-15, que segue no radar dos traders por seus impactos sobre inflação, juros e volatilidade no curto prazo.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com movimento negativo, embora ainda mantenha negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A média de 200 períodos segue funcionando como resistência importante no curto prazo, limitando uma recuperação mais consistente.
Para continuidade do fluxo vendedor, será necessário romper a região de suporte em 177.370/176.765. A perda dessa faixa tende a intensificar a pressão vendedora, abrindo espaço para buscar 176.310/175.650. Em um cenário de maior deterioração, o alvo mais longo aparece em 175.200/174.800.
Por outro lado, para retomada do fluxo comprador, o índice precisará superar a resistência em 177.990/178.160. Acima desse patamar, vejo espaço para avanço até 178.620/179.180, com projeção mais longa em 179.475/179.945.
No gráfico diário, sigo observando um cenário de tendência de baixa no curto prazo. O índice permanece negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o fluxo vendedor predominante, apesar da recente tentativa de estabilização.
O IFR (14) marca 35,15, próximo da região de sobrevenda, o que pode favorecer repiques técnicos ou movimentos de recuperação pontuais. Ainda assim, o ativo continua trabalhando lateralizado nos últimos dias e inspira cautela, especialmente se perder a faixa de suporte em 175.200 pontos.
Para uma reversão mais consistente, será necessário superar a região das médias e a resistência em 180.385/184.090, abrindo espaço para buscar 188.255/192.600. Pelo lado negativo, a perda de 176.310/175.200 tende a acelerar o fluxo vendedor em direção a 173.800/171.780.

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WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice fechou a última sessão com viés negativo, mas ainda negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça um cenário de indefinição no curtíssimo prazo.
Para continuidade da pressão vendedora, será importante acompanhar a perda da faixa de suporte em 176.765/176.310. Se romper essa região, o ativo poderá acelerar as quedas em direção a 175.200/174.195, com projeções mais longas em 172.515/171.780.
Por outro lado, uma retomada mais consistente da recuperação dependerá da entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 179.135/179.475. Acima dessa faixa, vejo potencial para buscar 180.385/181.550, com alvo mais amplo em 183.185/184.090.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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