A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou neste sábado (23) que será candidata às eleições presidenciais em seu país, segundo anúncio feito em uma coletiva de imprensa na Cidade do Panamá.
“Serei candidata, mas pode haver outros, é claro. Gostaria muito de concorrer com todos, com qualquer pessoa que queira ser candidata”, disse Machado, observando que as eleições na Venezuela fazem parte do chamado plano de três fases implementado pelo governo dos Estados Unidos para estabilizar o país.
“Queremos realizar uma eleição impecável”, disse a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz.
Sobre a possibilidade de seu retorno à Venezuela, ela afirmou que tem conversado com o governo dos Estados Unidos e que isso será “coordenado” com as autoridades americanas, como já havia indicado em entrevista à CNN.
Durante a entrevista, Machado indicou que estava discutindo com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, as condições de segurança que impactariam seu retorno à Venezuela.
A CNN contatou o Departamento de Estado dos EUA para comentar as declarações de Machado e aguarda resposta.
“Eles são nossos principais aliados, e é claro que meu retorno, assim como o de meus colegas, tem o propósito de apoiar e fortalecer o plano apresentado pelo Secretário de Estado em suas três fases e nos preparar para a quarta fase”, disse Machado neste sábado, acrescentando que esta fase final será “a reconstrução” da Venezuela.
O plano de três fases foi anunciado pelo governo do presidente Donald Trump dias depois de militares dos EUA capturarem o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro, e os transferirem para Nova York, onde enfrentam acusações de tráfico de drogas, que negam.
As fases do plano são estabilização, recuperação e transição. Uma vez que o país se estabilize após a captura de Maduro e se recupere com novos investimentos, o próximo passo seria uma transição de poder por meio de eleições democráticas, de acordo com o plano do governo dos EUA.
Sobre este último ponto, Rubio afirmou na semana passada que os Estados Unidos desejam uma transição política na Venezuela como consequência da deposição de Maduro, mas que o processo não deve ser apressado.
(Com informações de Uriel Blanco da CNN)
Equipe infiltrada, réplica de casa: Detalhes da ação dos EUA contra Maduro

