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EUA enviam ajuda emergencial à Bolívia enquanto bloqueios persistem

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
EUA enviam ajuda emergencial à Bolívia enquanto bloqueios persistem

O governo dos Estados Unidos anunciou no sábado (23) que está fornecendo ajuda alimentar e apoio logístico à Bolívia como parte de seu apoio ao presidente Rodrigo Paz, que enfrenta semanas de protestos que já levaram à escassez em algumas cidades.

O Departamento de Estado dos EUA reafirmou seu apoio a Paz, que assumiu o cargo há pouco mais de seis meses, encerrando quase duas décadas de governo ininterrupto do MAS (Movimento para o Socialismo).

O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA informou em publicação na rede social X que o governo Trump está fornecendo ao país sul-americano “alimentos emergenciais e apoio logístico” para os afetados pelos bloqueios de estradas, que se concentram principalmente nas cidades de La Paz e El Alto.

“Nos solidarizamos com o povo da Bolívia e com Rodrigo Paz”, dizia a mensagem do Departamento de Estado, sem especificar quando ou como a ajuda será entregue “àqueles que enfrentam escassez de alimentos e medicamentos devido aos bloqueios”.

A crise começou no início deste mês devido a reivindicações salariais, escassez e má qualidade do combustível, bem como à oposição a diversas reformas. Sindicatos, grupos camponeses e setores alinhados ao ex-presidente Evo Morales aderiram aos protestos, e vários grupos exigem a renúncia de Paz Pereira.

Emboscada relatada

A operação policial e militar para desbloquear uma importante rodovia entre La Paz e Oruro foi alvo de uma emboscada no sábado, segundo o ministro de Obras Públicas, Mauricio Zamora.

“Fomos emboscados (…) porque não conseguíamos avançar nem recuar. Estamos em uma estrada de terra alternativa”, disse Zamora ao canal de televisão privado Red Uno.

A operação, que visava permitir a passagem de alimentos, combustível e suprimentos médicos, resultou em confrontos entre policiais e manifestantes e terminou com a reinstalação dos bloqueios na rodovia.

O ministro ofereceu-se para falar pessoalmente com os manifestantes a fim de persuadi-los a encerrar a manifestação e explicou que ficou impossibilitado de se comunicar por várias horas devido à falta de sinal de celular.

“Vimos que a melhor opção era recuar para proteger a vida dos bolivianos. Preferimos recuar. Estamos procurando um lugar seguro. Lá veremos o que fazer, se retornamos a La Paz ou continuamos. É uma pena que uma caravana pela vida tenha sido atacada”, declarou.

Paz: “Tudo tem um limite”

O presidente assegurou que continuarão tentando dialogar com diversos setores da sociedade, mas afirmou que isso dependerá do resultado das próximas reuniões e reiterou que a crise está concentrada em certas partes do país.

“Redobrarei todos os esforços do gabinete, do governo, para o diálogo, mas tudo tem um limite, e isso dependerá muito dos próximos dias, deste fim de semana, em que uma série de reuniões acontecerá”, disse Paz ao canal argentino TN, afiliado da CNN.

A presidente afirmou que o país está “em um ambiente calmo” e descartou a possibilidade de estar “em turbulência”, já que, segundo ela, os protestos estão concentrados em algumas rotas de abastecimento estratégicas.

Nos últimos dias, os bloqueios de estradas se espalharam para regiões como Cochabamba, Santa Cruz, Potosí e Chuquisaca.

Paz acrescentou que espera que “a racionalidade — não a política, nem a posição política de alguns, mas a racionalidade — prevaleça para restabelecer a normalidade e permitir o início da governança”.

Entenda o que está por trás dos protestos na Bolívia

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