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Análise: combustíveis têm queda com alívio na guerra

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Análise: combustíveis têm queda com alívio na guerra

O preço dos combustíveis registrou uma leve queda na semana, segundo o levantamento divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). O arrefecimento das tensões no conflito entre Estados Unidos e Irã é apontado como um dos principais fatores para a estabilização dos preços.

A análise foi apresentada por Fernando Nakagawa, analista de Economia da CNN Brasil.

Segundo ele, mais do que uma queda expressiva, o que se observa é uma interrupção no ciclo de altas que vinha se repetindo por várias semanas consecutivas.

“Os preços que chegaram a subir várias semanas seguidas, aparentemente, estão passando por uma acomodação”, afirmou Nakagawa. “Matematicamente caíram um pouquinho, mas é melhor dizer que eles pararam de subir.”

Números da ANP

Entre os combustíveis veiculares, o etanol foi o que apresentou a maior retração. Na média semanal, o litro foi a R$ 4,27, uma queda de 2,5%, equivalente a R$ 0,11 a menos em relação à semana anterior.

A gasolina registrou preço médio de R$ 6,62, com recuo de R$ 0,04, correspondente a uma queda de 0,60%. O diesel tipo S10 também caiu 0,60%, com preço médio de R$ 7,16, igualmente R$ 0,04 mais barato do que na semana passada.

O gás de cozinha, cujo preço tem sido acompanhado de perto, também recuou. O botijão foi a R$ 114,58, uma redução de aproximadamente R$ 0,20, o que representa uma queda de 0,20%.

Fatores externos e internos

Nakagawa destacou que a expectativa em torno das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos tem contribuído para segurar o preço do petróleo no mercado internacional.

“As negociações para um acordo de paz têm segurado o preço do petróleo, que não está subindo mais tanto como já foi no pior momento da guerra”, explicou o analista.

Nesta semana, o barril de petróleo oscilou entre US$ 100 e US$ 110, indicando uma relativa estabilidade no mercado externo.

Outro fator que contribuiu para a acomodação dos preços foi a normalização dos fluxos de importação do diesel.

Segundo Nakagawa, ainda que o produto esteja mais caro, o abastecimento está próximo da normalidade. Além disso, o período de safra da cana-de-açúcar ajuda a explicar a queda mais acentuada do etanol, que é o combustível mais diretamente influenciado pela colheita.

Dica para motoristas de carros flex

Para os proprietários de veículos flex, Nakagawa recomendou uma conta simples antes de abastecer: multiplicar o preço da gasolina por 0,7 na calculadora do celular.

“Se o resultado for maior do que o preço do etanol, aí compensa ficar no etanol. Se for menor, aí compensa ficar na gasolina”, orientou o analista.

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